01/11/2011

O BARÃO VERMELHO

O Barão, que estava conosco desde 2001, quando morávamos em Belo Horizonte, era um canário inteligente e sensível. É possível que fosse um híbrido, pois era estéril. Sempre atacado por ácaros nas pernas e nos pés (sua perna direita nestes últimos tempos ficou no osso, sem carne e sem nervos, tornando-se paralítica, há muito tempo ele não mais voava, pois tomou medo das quedas resultantes da pouca força de seus dedos e pés; passou ainda por duas ou três cirurgias de uma espécie de tumor, benigno, formado por penas que não conseguiram nascer de todo. Então, descansou. Mas nada será capaz de afastar a lembrança da alegria que a visão dele, o contacto com ele nos dava. Ele é inesquecível.




Como as pessoas conseguem acreditar em deus, ou nos deuses (no plural, sim, porque a Constantiniana tem quatro...), se os passarinhos morrem? Se este mundo foi criado por algum ente superior, ele é um ser maligno, um terrível demônio!